sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Who I am.
Não, eu não faço muitos amigos. Sim, gosto dos bons e velhos. Não, não cultivo relações. Sim, gosto de estar sozinha. Não, não me preocupo com a solidão. Sim, eu sei que ninguém é feliz sozinho, pórem antes só do que mal acompanhado. Não, não estou totalmente feliz comigo mesma. Sim, foda-se a opinião alheia. Não, eu nunca disse 'eu te amo'. Sim, meu coração é uma fortaleza gelada e trancada. Não, eu não me importo se é isso que pensas. Sim, eu já magoei alguém e sim eu já fui magoada. Não, meu mundo não desabou nem ao menos balançou. Não, não me encomodo. Sim, eu gosto da dor. Não, não estou dentro do padrão. Sim, a diferença faz a diferença. Sim eu gosto de ler e escrever. Não, não sei interagir com a sociedade. Sim, não me faz falta. Sim, gosto do meu quarto. Não, não gosto da sala. Sim, prefiro o escuro. Não, não gosto do sofá. Sim a lua me fascina. Não, as pessoas não me encantam. Sim, eu me canso delas. Não, eu não escuto Mozart. Sim, eu gosto de Titãs. Não, não gosto de biscoito recheado. Sim, eu sou estranha. Não, não quero que me entendam. Ninguém consegue mesmo. Sim eu reparo os defeitos das pessoas. Não, ninguém é perfeito. Sim, eu quero alguém imperfeito. Sim, os certinhos me entediam. Não, não gosto de receber flores. Sim, atitude conta mais. Não, eu não acredito no amor. Sim, virou banal. Não, eu nunca amei. E não, eu não sou hipocrita. Sim, eu posso pagar a lingua. Não, eu não vou fugir. Sim, meu coração pode ser quebrado. Não, meu mundo não irá parar de rodar. Sim, irei reconstruí-lo. Não, não tenho medo da vida. Sim, eu gosto do meu violão. Não, eu não sei quem sou.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
High school
O Colegial, ah o colegial!
Ele nos ensina tanta coisa, não só português e matemática, mas arte de socializar, de conviver com o próximo mesmo que esse próximo não seja tão próximo, nos ensina o erro e a conviver com o mesmo. Ensina a viver grandes amores, paixonites, nos ensina a sermos magoados, mas também nos ensina a magoar, a brigar, chorar, sorrir, contribuir, a ser egoista. Nos ensina que a inveja existe e ela está mais perto do que você imagina. Nos ensina que o crime não compensa e que a maldade existe em cada um de nós, mas em alguns ele florece e em outros ele apenas ameaça sair, mas também ensina que existem pessoas boas e que elas estarão bem ao seu lado quando precisar e quando não precisar também. Ensina que príncipes encantando só existem em histórias de crianças e que o verdadeiro amor pode ou não existir, talvez você só demore a encotrá-lo. Ensina que amizade pode ser para a vida toda, ou apenas por uns momentos, e que terá que aprender a conviver com isso. Família também se pode escolher. Ensina a superar e a ser superado, a amar e odiar, cair e levantar. E que não importa o tamanho do seu sonho, a queda não está logo ali. Sonho nunca se perde, ele apenas muda, você muda, tudo muda. E o mais importante, o colegial ensina que sua vida está apenas começando, e que tudo que aprendera ali, tornou quem você é, e contribuirá pra quem será.
Ele nos ensina tanta coisa, não só português e matemática, mas arte de socializar, de conviver com o próximo mesmo que esse próximo não seja tão próximo, nos ensina o erro e a conviver com o mesmo. Ensina a viver grandes amores, paixonites, nos ensina a sermos magoados, mas também nos ensina a magoar, a brigar, chorar, sorrir, contribuir, a ser egoista. Nos ensina que a inveja existe e ela está mais perto do que você imagina. Nos ensina que o crime não compensa e que a maldade existe em cada um de nós, mas em alguns ele florece e em outros ele apenas ameaça sair, mas também ensina que existem pessoas boas e que elas estarão bem ao seu lado quando precisar e quando não precisar também. Ensina que príncipes encantando só existem em histórias de crianças e que o verdadeiro amor pode ou não existir, talvez você só demore a encotrá-lo. Ensina que amizade pode ser para a vida toda, ou apenas por uns momentos, e que terá que aprender a conviver com isso. Família também se pode escolher. Ensina a superar e a ser superado, a amar e odiar, cair e levantar. E que não importa o tamanho do seu sonho, a queda não está logo ali. Sonho nunca se perde, ele apenas muda, você muda, tudo muda. E o mais importante, o colegial ensina que sua vida está apenas começando, e que tudo que aprendera ali, tornou quem você é, e contribuirá pra quem será.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
A carta (Beatriz Provase)
Esta Noite em meio ás Feras!
Fer, meu amor, outro dia você me perguntou porque eu me faço de forte, e eu vou tentar re responder. Não sou fraca, não. Tenho os meus medos, as minhas inseguranças, os meus pontos fracos e a sensibilidade de chorar quando sinto o corpo ou a alma doer. Sou assim, como todo mundo é. Se me mostro mais forte é pra me proteger. Não de você. De você não tenho medo, embora ás vezes me faça doer. Sei do seu amor por mim tanto quanto do meu amor por você. Só evito desmoronar. Desmoronamentos ás vezes nos deixam soterrados, e soterrados nos deixamos esconder, em nossas dores e alegrias. Eu não me deixo esconder. Então eu enfrento tudo como se fosse a pessoa mais forte do mundo. E se não há chão pra pisar, eu capricho mais nos sapatos. Só evito desmoronar. Não sou forte, não. Nem me faço por intenção. Se eu me fecho quando deveria me abrir é só pra deixar avançar o sinal quem não tem medo de colidir. Os temerosos que se tranquem em suas casas gradeadas blindadas alarmadas e sorriam sendo filmados, porque as feras estão soltas nas ruas e eu não vou deixar de sair ás ruas porque eu gosto de contemplar a céu aberto a luz da lua. Sim, eu tenho medo das feras. Mas aprendi que o medo libera uma substância em nosso organismo que os animais sentem no faro. Só não me deixo farejar. Eu ando tão perto das feras que elas não são capazes de me alcançar. Minha presença se confunde com a delas. Eu não me faço de forte, me camuflo de fera. É só pra não me deixar atacar. Pra você eu posso dizer, porque conheço suas camuflagens. Elas são como as minhas. Por isso te digo o que você quer ouvir, não o que eu sou, mas o que você é. Você quer um espelho pra se refletir. E eu te espelho até mesmo quando você não quer. Mas repare, meu bem, que é bonita a imagem, que por trás da cara de fera, de toda essa camuflagem, a gente é gente de verdade. De carne e osso, desejos, vontades, ânsias, medos e coragens... E gente como a gente não se faz de forte. Se é forte, em toda a sua fraqueza. Porque se ergue inteiro a cada queda e não desiste de nadar contra a correnteza. Fracos são os que se deixam levar, não oferecem resistência ou não sabem nadar... Eu sei bater os braços. Não sei respirar debaixo d'água, mas não conta pra ninguém, todos pensam que sim, então vamos deixar assim, ok? Eu sei que você também... è o nosso segredo.
Eu te amo, e disso não tenho medo!
Beijos,
Bia.
Fer, meu amor, outro dia você me perguntou porque eu me faço de forte, e eu vou tentar re responder. Não sou fraca, não. Tenho os meus medos, as minhas inseguranças, os meus pontos fracos e a sensibilidade de chorar quando sinto o corpo ou a alma doer. Sou assim, como todo mundo é. Se me mostro mais forte é pra me proteger. Não de você. De você não tenho medo, embora ás vezes me faça doer. Sei do seu amor por mim tanto quanto do meu amor por você. Só evito desmoronar. Desmoronamentos ás vezes nos deixam soterrados, e soterrados nos deixamos esconder, em nossas dores e alegrias. Eu não me deixo esconder. Então eu enfrento tudo como se fosse a pessoa mais forte do mundo. E se não há chão pra pisar, eu capricho mais nos sapatos. Só evito desmoronar. Não sou forte, não. Nem me faço por intenção. Se eu me fecho quando deveria me abrir é só pra deixar avançar o sinal quem não tem medo de colidir. Os temerosos que se tranquem em suas casas gradeadas blindadas alarmadas e sorriam sendo filmados, porque as feras estão soltas nas ruas e eu não vou deixar de sair ás ruas porque eu gosto de contemplar a céu aberto a luz da lua. Sim, eu tenho medo das feras. Mas aprendi que o medo libera uma substância em nosso organismo que os animais sentem no faro. Só não me deixo farejar. Eu ando tão perto das feras que elas não são capazes de me alcançar. Minha presença se confunde com a delas. Eu não me faço de forte, me camuflo de fera. É só pra não me deixar atacar. Pra você eu posso dizer, porque conheço suas camuflagens. Elas são como as minhas. Por isso te digo o que você quer ouvir, não o que eu sou, mas o que você é. Você quer um espelho pra se refletir. E eu te espelho até mesmo quando você não quer. Mas repare, meu bem, que é bonita a imagem, que por trás da cara de fera, de toda essa camuflagem, a gente é gente de verdade. De carne e osso, desejos, vontades, ânsias, medos e coragens... E gente como a gente não se faz de forte. Se é forte, em toda a sua fraqueza. Porque se ergue inteiro a cada queda e não desiste de nadar contra a correnteza. Fracos são os que se deixam levar, não oferecem resistência ou não sabem nadar... Eu sei bater os braços. Não sei respirar debaixo d'água, mas não conta pra ninguém, todos pensam que sim, então vamos deixar assim, ok? Eu sei que você também... è o nosso segredo.
Eu te amo, e disso não tenho medo!
Beijos,
Bia.
